sábado, 13 de dezembro de 2008

Saudade

Tem dias que a saudade me acorda. Ela me joga uma água fria na cara, do nada. As vezes estou distraído olhando para o teto e ela vem me cutucar. Tem umas saudades bem engraçadas, outro dia, por exemplo, me deu uma vontade incontrolável de comer queijo minas... Fiquei só na vontade. Tive também um pensamento engraçado, pensei na rua Guajajáras em Belo Horizonte. Aquela rua não me traz nada de especial, mas pensei nela com um carinho, como se ali eu tivesse passado os melhores momentos da minha vida. Aqui quando falo que sinto saudade do Brasil, as pessoas pensam que é do meu país, mas, descobri que o Brasil para mim não significa apenas o país e sim um todo, um conjuto que inclui as pessoas, lugares, gestos, comidas, situações, vento, sol, chuva... AH! Sentimento de exilio...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Hoje eu discuti com o tempo

Hoje acordei olhei para o relógio e marcava 14:21. Não posso dizer os segundos. Enfim, acordei, fui na cozinha, coloquei água em algumas panelas sujas, voltei ao quarto liguei o computador. Fui novamente à cozinha fazer café e sentei me em frente a isso que está na minha frente enquanto escrevo. Coloquei minha senha e quando olho para o relógio: 9:10! Como assim? Não acredito que seja 9:10! Se quando eu levantei era 14:21,ou o tempo voltou, ou eu estou maluco...Estou discutindo com o tempo até agora, e acreditem, acho que ele resolveu voltar....

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Eu e o Jardim

Tenho um avião no Jardim. Sim, um avião! Sim, um jardim! Ele (o avião) não é grande, é pequeno, tipo um catavento... quando o vento passa ele fica rodando. Descobri que ele estava ali, depois uns 3 meses morando aqui. O avião é meio que o meu ponto de viagem quando estou na janela olhando para o jardim. Adoro ficar desligado olhando para ele. O jardim daqui é quase do tamanho da casa. Está super mal cuidado, mas tem 0 avião. Hoje fui até lá pra dar uma varrida e MEU DEUS! Quanta sujeira! Nunca vi tanto cotonete junto! Enquanto varria, pensava: "Pelo menos não achei nenhuma camisinha". Nem um segundo depois desse pensamento, quando olho para a vassoura, vejo uma camisinha presa, pareceu uma pegadinha, juro!

Tirei dois sacos de lixos, cheios de porcaria: Rolo de papel higiênico( acho que é do mesmo que taca o cotonete), pregador, calcinha preta, uma espécie de caramujo, um pano de prato branco e outro xadrez...(ô povo porco!). Enquanto limpava, o avião rodava e a poeira subia. Ventania desgraçada, difícil demais varrer as poeirinhas, acabei que deixei a terra espalhada mesmo...

Tem dois dias que estou nessa onda de faxina. Ontem montei uma estante gigantesca, devo ter ficado umas duas horas por conta da giringonça. Os vizinhos devem ter achado que eu estava derrubando a casa, a barulhada que eu tava arrumando. NÚ!

Hoje tem tropeirão, vou trazer Minas pra Lisboa. Com direito a Guaraná Antártica e tudo... A cachaça foi probida, semana passada teve gente (eu) que abraçou a privada por causa da katia.

Enfim, monte de bobagem e o avião continua rodando...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Meleca e rios de papéis

Hoje tirei o dia para estudar, mas estudar para mim é muito complicado, tenho um sério problema em me concentrar...

Enquanto leio, meu nariz escorre e eu penso em fazer um chá. Enquanto José Rebelo fala sobre Habermas eu espirro e decido ir até a cozinha esquentar a água. Volto ao estudo, leio dois parágrafo e ouço o microndas aos berros, aguá quente, chá pronto... volto a me sentar... Rebelo continua a falar da falsa objetividade jornalistica, pinga uma gota no livro, decido pegar um papel para soar meu nariz... isso que o lixo já está lotado de papel e meu nariz não para de escorrer... volto ao texto e Rebelo fala de como a narrativa escolhida e a ideologia do jornal interferem também na forma como a notícia é escrita... mais uma critica a objetividade e a campainha toca. Vou atender e ninguém estar na porta... sento diante do "Discurso do jornal" e começo a pensar no que eu vou fazer para o almoço, não sei se macarrão ao molho branco, ou coração de galinha com arroz, feijão e batata... Volto a Rebelo, leio duas linha e lembro que tenho que pedir para alguém me enviar as revistas Ocas, entro no msn para ver se conheço alguém que mora em São Paulo, acesso o meu blog e decido começar a escrever... enfim, algo bem objetivo...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O Hostel.

Hoje é o meu primeiro dia de folga e eu estou pensando no meu trabalho... Na verdade estou refletinbdo sobre os motivos que me fazem continuar por lá... Tem muitos. o primeiro é o mais óbvio: praticar meu inglês. O segundo: Conhecer pessoas. O terceiro: praticar outros idiomas. (decidi que agora, todo dia que eu lá estiver, vou reservar uma hora para estudar o Francês, o Espanhol e o Inglês e depois pratico por lá, ó que jóia!).

Mas na verdade uma das coisas mais atrativas é a diversidade de gente que dá por lá. Essa semana conheci algumas pessoas bem legais. O primeiro deles foi um chinês que passou um tempo no Brasil e adora a literatura brasileira, acabou que indiquei Clarice Lispector e Machado de Assis , pois o que ele tinha mais lido era Jorge Amado. A cultura do menino era impressionante...

Essa semana também tiveram vários Brasileiros e dois deles eu curti muito.Um deles era de Belo Horizonte e já tinha me visto na obra e na Up... O mundo é um ovo! Mas o bom de encontrar gente da terra é que pude discutir cinema nacional com alguém... tempo que não fazia isso! Pude falar sobre o que eles achavam da Europa e do que tinham visto por aqui. Um deles, que morou em Londres por 6 meses veio comentar comigo sobre o tipo de relacionamento que as pessoas daqui tem, que é mais frio, mesmo os de amizade. Lembrei de uma amiga que me disse que para não sofrer, eles evitam se apegar as coisas, completamente distinto dos brasileiros, que na primeira noite já conta toda a vida, chora, ri... Meu deu saudade disso... Me lembrei de um dia que ganhei um melhor amigo em poucos minutos na praça do Papa...


enfim...

...e lá se vai 1 ano, 2 meses e 23 dias.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

tempo, tempo mano velho

Pois, tempo sem passar por aqui... o último post foi algo meio subjetivo que nem eu entendo mais o por que de ter escrito aquilo, mas enfim, deve ter sido um desejo de mudança...

Sim, passei por algumas mudanças depois de ter viajado (fui para Madrid, fiquei uma semana), acho que sair de Lisboa me fez muito bem. Adoro essa cidade, mas longe daqui percebi o quanto ela estava me fazendo mal, sei que a culpa não é da cidade, mas, não sei se Portugal, ou somente Lisboa, tem uma capacidade de recordar saudades impressionante! Estava me fechando nas saudades. Não estava muito afim de viver coisas novas e tudo de novo que vivia parecia antigo...
Tudo bem que também passei por uma fase insana, que não tinha tempo nem para respirar, quanto mais para me cuidar e para pensar. Dormia 3 horas por dia e quando tinha um tempo estava na famosa e velha decadência...

Enfim, essas coisas passaram, Madrid foi ótimo para rever amigos e conhecer pessoas novas. Tiveram cenas insanas por lá, em particular uma na escada do hostel, que não é uma boa contar por aqui... Enfim, voltei super recuperado e pronto para viver Lisboa de novo... Na volta, mesmo chegando com 6 horas de antescedência no aeroporto, quase perdi o avião. Sabe quando se está viajando nas coisas que aconteceram... nem escutei a mulher chamando... a sorte foi que olhei para o bilhete e para o relógio ao mesmo tempo e percebi que já deveriam estár fechando o embarque. Acho que o que me animou com Lisboa de novo foi a chegada... Lisboa amanhecendo é a coisa mais bonita do mundo... Chegar de avião aqui é tão bonito quando chegar ao Rio, passando pelo Pão de Açucar... Ah! Rio de Janeiro... ixi, começaram as saudades! (risos)

Durante a viagem, aproveitei para terminar dois livros. O primeiro: "A viagem do elefante", do José Saramago. Não esperava que o livro fosse dessa forma que está escrito. O humor do Saramago está incrível, a forma de descrever os cenários é de se invejar, gostaria de ter essa capacidade. Acho que sou muito impaciente para chegar logo ao final, com isso, meus textos ficam pouco descritivos... Muito a aprender ainda... O outro que terminei foi: "O sol se põe em São Paulo", de Bernardo Carvalho. O livro conta a história de um encontro entre um escritor, que nunca escreveu um livro, e uma velha senhora japonesa que procura alguém para colocar no papel a sua história. As voltar que o autor dá é o melhor do texto, quando você acha que já chegou a um ponto onde nada vai mudar, ele dá uma chacoalhada e muda tudo... muito bom. "Leia isto!". Agora estou terminado um livro do Pepetela, um autor angolano, o livro se chama "O quase fim do mundo" está difícil... A história é muito boa, mas demasiada lenta, enfim, pretendo terminá-lo antes do fim do ano.

As outras coisas vão muito bem, continuo no Travellers gastando minhas madrugadas e treinando meu inglês. O mestrado, está perfeito, esse semestre faço somente uma matéria, meu professor é o Adriano Duarte Rodrigues. Digo que somente ele valeu por todo o tempo que estou gastando na universidade aqui. Foi a única matéria que realmente me acrescentou algo. Ele é um ser impressionante, nunca tive professor como ele, as aulas são quase que uma sessão de psicanálise. Essa matéria valeu por todo o resto. Agora sim, vi alguma utilidade em estar por aqui. AH, e finalmete me defini sobre a minha dissertação... mas quando estiver mais concreto escrevo por aqui.

Bem, vou começar a escrever mais, pois estou enferrujado pra caramba. No mais continuo no Binóculo e no pensoq.

...e lá se vai 1 ano, 2 meses e 19 dias...

sábado, 25 de outubro de 2008

Tempo de novas mudanças... tempo de novas. Mudanças do fluxo do subjetivo.